PET PLAY

A Interpretação de um animal (Pet Play) pode ser um jogo não-sexual ou um jogo erótico-sexual (podendo ser chamado de pet play, dog play, pony play, ponyism, kitten play). Como jogo erótico-sexual, um ou mais participantes assume o papel de um animal real ou imaginário, inclusive de seus comportamentos e aparências. Às vezes um parceiro irá agir como outro animal ou, em um contexto sexual, pode assumir o papel do dono, adestrador ou responsável pelo animal.


O tema principal do Pet Play é normalmente a redução voluntária ou involuntária (até mesmo transformação) de um ser humano ao estado animal, e focar a mente como o animal no espaço criado. Os exemplos mais comuns são de canídeos (Cachorro, cão e lobo), Felinos (gato, gato filhote e grandes felinos – Leão, Pantera) ou Eqüinos (Cavalos, Éguas e Pôneis). Pet play também é usado em um contexto BDSM, onde uma pessoa pode ser humilhada ou agradada tornando-se um animal.

A interpretação de animais, numa visão não sexual era comum em muitas culturas tribais, como no período pré-histórico, onde interpretar um ser antropomórfico era uma forma de ritual. No caso para animais reverenciados espiritualmente ou aqueles que foram caçados. Também é comum o uso dessas “brincadeiras” entre crianças pequenas, que gostam de vestir-se e portar-se como animais. Esta interpretação também é usada em Educação Física, especialmente com crianças, como uma maneira agradável para incentivas determinados exercícios. Do ponto de vista psicológico, o pet play pode ser usado para uma pessoa explorar sua personalidade, como uma forma de inversão de papéis.


Resumo

As origens do Pet Play são, provavelmente, diversificadas e variadas, mas dependendo dos participantes envolvidos. No entanto, suas origens são influenciadas por fantasias, ficções, mitos e lendas de vários aspectos.
A primeira manifestação comercial deste fetiche foi criado por Simon Benson o fundador do site PETGIRLS.COM.



Erótico-Sexual

Como usar o PetPlay como jogo erótico, onde uma pessoa interpreta um animal no contexto erótico ou sexual, é algo totalmente definido por quem está envolvido em tal jogo, por seus humores e interesses no momento do jogo.
O PetPlay pode se iniciar de forma simplificada como a imitação vocal de um cavalo (relinchar) ou de um cão (Ladrar), respiração ofegante e comportamento canino, ou comportamento lúdico de um gato, rastejar de quatro e ser alimentado no chão ou ser acariciado.
Podendo se tornar mais complexo com o tempo, como vestir-se de pônei, com adereços de cavalos, mascaras, próteses e servidão com modificações corporais temporárias (como amarrar os antebraços aos braços e/ou os tornozelos às coxas).


A forma de se interpretar o PetPlay de forma real é variada. Um casal poderia encenar o petplay de uma forma mais discreta, em público, apenas acariciado o parceiro no pescoço para um observador casual.
No caso de festas fechadas e convenções, muitos dos praticantes de petplay são Fetichistas e BDSMs, um parceiro pode usar uma coleira de cachorro com uma guia atrelada.

As razões para se praticar PetPlay podem variar tanto quanto as manifestações físicas reais e a intensidade do jogo. Algumas pessoas gostam de ser capazes de escapar, por ter uma personalidade mais dinâmica (por exemplo, catgirls e outras variações). Em alguns casos, o PetPlay é visto como um jogo de amor e carinho, tranqüilo, onde não há necessidade de verbalizações, simplesmente existindo o ato de acariciar, esfregar e manter o parceiro satisfeito ou tranqüilo.
Para outros, pode haver um lado espiritual contido. Alguns se sentem mais perto de seu totem animal, enquanto outros podem se identificar com algo semelhante de sua personalidade mais profunda (ver: Therianthrophia). Existem ainda, as pessoas que vivem a experiência da troca de poder em um contexto ou estrutura aceitável. Claramente, depende das pessoas envolvidas e o que elas trazem para o PetPlay ou tiram dele.


Além disso, alguns casos podem ser considerados um tipo de fantasia de transformação animal. Eles podem ter fortes elementos de exibicionismo, ser totalmente apreciados em locais privados, ou ficar em algum ponto no meio termo. Embora não seja generalizado, o PetPlay Erótico-Sexual Humano ainda é apreciado por um número considerável de pessoas. Apesar de ainda ser identificada como uma pratica do BDSM, ou sendo associado ao Furry Fetish ou outras atividades de estilo de vida alternativo.
Os praticantes de PetPlay, não têm qualquer ligação com zoofilia e bestialidade, que são temas polêmicos e considerados Bizarros nos círculos de BDSM.

Outras considerações

Deve-se salientar que cada tipo de PetPlay pode se focar em uma espécie animal diferente.
Pony Play frequentemente envolve a Prática e Condicionamento, que um proprietário do cavalo ou treinador irá impor à seu cavalo até aprender a andar, galopar, etc.
Pup Play pode muitas vezes envolver disciplinas de BDSM relacionadas.
Cow Play muitas vezes envolve a fantasia de lactação.
Os limites habituais do são, seguro e consensual (SSC) se aplicam ao PetPlay tanto quanto qualquer outra atividade entre os seres humanos que aceitam e respeitam os interesses do seu parceiro e os limites do mesmo. Para a maioria, isto não inclui bestialidade.



Nota: Só porque um parceiro está praticando o pet play como um animal de estimação “não significa necessariamente que o parceiro seja passivo ou submisso na cena”.

Por exemplo, se o pet play usado é de um animal de estimação e é uma humilhação para a mulher e esta fica tímida de se “transformar” em um lobisomem ou Mulher Gato Travessa, ela pode inverter o seu papel para um ser superior e dominar o parceiro. Novamente, a “brincadeira de interpretação” é inteiramente da responsabilidade das pessoas envolvidas.

Algumas pessoas acreditam que têm instintos animais, e através do pet play pode deixá-los aflorar. Isto é especialmente verdadeiro nas comunidades BDSM, onde algumas pessoas “vivem” como os seus animais escolhido em relacionamentos 24 / 7. Esse tipo de mentalidade vai além da brincadeira de interpretação e se torna um estilo de vida pleno para as partes envolvidas.
Há também híbridos. Estes são os seres humanos que vivem um tempo parcial como um tipo de animal, a tempo parcial como outro tipo. Isso geralmente é determinado pela situação.

Parecem haver uma tendência crescente entre a cena BDSM de pet play, principalmente cães e gatos (dog play e kitty play). Desempenhando o papel de um cachorrinho ou um gatinho uma pessoa dá o controle completo sobre a outra, enquanto que o mestre ou dono espera só o amor incondicional e obediência de seu animal.

BDSM Pony-Play



Pony-play é muitas vezes referido como “A perversão aristotélica”, em referência à lenda que Aristóteles tinha uma propensão para ser montado como um cavalo.
Ponies (pessoas envolvidas no pony-play) geralmente se dividem em três categorias, embora alguns participem de duas ou talvez três categorias:

- Pôneis de Equitação: pôneis que são montados, ou de quatro ou em duas pernas, com o cavaleiro ou amazona acima.



- Pôneis de Charrete: pôneis que puxam uma charrete com seu dono.


- “Sobre os ombros” (também conhecido Equitação “asShoulder”).
Note-se que a maioria dos humanos geralmente não é forte o suficiente para suportar o peso de outro adulto sem risco de lesões, assim de quatro “patas” o “cavalo”; é geralmente simbólico, com o cavaleiro ou amazona.  

- Pôneis de Exibição: pôneis que mostram suas habilidades de adestramento e muitas vezes usam Arreiros (harnessess) elaborados, plumas e outros adornos. Tendo a maioria de seu peso em suas próprias pernas.



Um filme documentário “Pony Passion” foi produzido pela British Pony Play Clube de Ferre, em 2003, mostrando suas atividades de clube e carregado em um celeiro, um documentário de 2005, retratava a vida do pony-play e seus vários entusiastas. Um trailer desse filme pode ser visto no youtube e é exibido nesta matéria.





BDSM Pup-Play

Pup-Play ou Dog Play é por vezes (embora nem sempre) associado com a cultura do couro.

Pelo menos um dos participantes deve ter atos e comportamentos canídeos (de cães, lobos, etc.), ou simplesmente imaginar tais comportamentos ou identidades, e tenta assumir o estado mental de um cão.
Pup-play não necessita de quaisquer envolvimentos com a bestialidade. O papel dominante é tomado por um Dono ou Dona, “Treinador”, Mestre ou Mistress.

A(O) submissa(o) pode ser chamado de “cão”, “cadela”, “cão vadio”, ou, no caso de um participante mais agressivo ou dominante, que ainda se identifica como um cão pode ser chamado de “cão alpha”.



Na comunidade de Dog-Play, cães reais são referidos como “caninos”, para diferenciar entre eles e os humanos (o filhote, cachorro, ou alfa).
Pup-Play é mais sobre ser um cão filhote brincalhão, pateta e estar de quatro para mostrar ao seu Mestre o seu amor e devoção. Instinto também desempenha um grande papel no pup-play.

Pessoas que praticam o Dog-Play criam novas Identidades nestas “fantasias” usando um “alter-ego” de um cachorro que eles escolheram um nome, raça e em seguida, tentam descobrir que tipo de “animal” são e como eles irão interagir com os seres humanos ou outros cães e filhotes de cachorro. Esta identidade pode mudar com o tempo, a pessoa pode usar máscaras para mostras essas mudanças ao longo do tempo. Perigos envolvidos no pet play com mais atividade no fetiche do BDSM e Leather existem e devem considerar que ser um cachorro é principalmente restringir aos membros tornando-se mais animal e tornando-se “muito áspera” a parte que toca o chão (sejam as mãos, joelhos ou cotovelos). Estes podem ser: arranhões, luxações, hematomas, mas isso só ocorre quando existe a imersão total no personagem e existe alguma “briga” entre os cães.

Estando no modo “filhote”, como muitos chamam isso significa que o membro não irá considerar as conseqüências de haver ações como eles seriam em “modo humano”. Isso pode criar um perigo tanto para o filhote como para os outros.

Outras variações

Alguns consideram pet-play o cosplay, Meninas Gatinho de anime sendo uma forma ou aparência de animal de estimação como pet-play, porque estes são geralmente jovens personagens femininas que têm os aspectos combinados de fêmeas e gatos (geralmente uma menina humana com orelhas de gato, uma cauda, presas e uma propensão para o afeto felino ou curiosidade).
Exemplos seriam Cat Girl Nuku Nuku, Rosa de Dragon Pink, entre outros.
Alguns super-heróis, heroínas e vilões podem também ser classificados como relacionados com animais de estimação, como a DC Comics Wildcat, Catwoman (mulher-gato) e Vixen, Tigra Marvel, Homem-Animal e Black Cat, ou mesmo Irena's Gallier Nastacha Kinski no filme de 1982 “Cat People” (um remake do filme de 1942 Simon Simone) e Miss Kitty do filme Monkeybone de Brendan Fraser.
Todos envolvem qualidades animais tomadas por um ser humano. Alguns sequer contam da promulgação ou crença espiritual na therianthrophia (lobisomens, werecats, etc).



1 comentários:

RN_(sagi) disse...

Adoro petplay. Acho que o Dominador tem a oportunidade de realmente criar o aspecto de adestramento do escravo.

O adestramento permite avaliar o grau de intensidade de suportar a dor e a sequência de ordens, culminando comp o avaliador dos limites sejam do Dom como escravo.

também há a possibilidade de comparação entre pet's permitindo avaliar como num torneio.

se o Senhor desejar veja meu texto intitulado Slaveland no fetlife.

Felicidades

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